É mágica, só pode
Física quântica
ou reza forte.
Basta um beijo seu
e eu perco o norte.
Meu corpo treme
minh`alma se sacode.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 16 de maio de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Feliz 2012!
Neste ano novo, mude sua forma de enxergar a vida e o mundo.
Recicle o que puder, doe o que não quer,
compartilhe mais.
Vote consciente, mobilize muita gente,
acredite no que faz.
Coma menos porcarias, colecione alegrias,
desconfie dos normais.
Assista menos TV, não perca tempo com BBB,
leia e produza mais.
Não guarde rancor, aposte no amor,
comece em você a paz.
2012 está aí. Vire a página e deixe para trás tudo o que te trava,
te deixa pra baixo, te segura.
Assim o sucesso virá em dobro, e com fartura.
Recicle o que puder, doe o que não quer,
compartilhe mais.
Vote consciente, mobilize muita gente,
acredite no que faz.
Coma menos porcarias, colecione alegrias,
desconfie dos normais.
Assista menos TV, não perca tempo com BBB,
leia e produza mais.
Não guarde rancor, aposte no amor,
comece em você a paz.
2012 está aí. Vire a página e deixe para trás tudo o que te trava,
te deixa pra baixo, te segura.
Assim o sucesso virá em dobro, e com fartura.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
FIXAÇÃO
Penso em você o dia inteiro meu amor
Um cheiro, uma lembrança, um som
Uma cor
Tudo à minha volta
e dentro de mim
me leva a você
Meu início, meio e fim
Um cheiro, uma lembrança, um som
Uma cor
Tudo à minha volta
e dentro de mim
me leva a você
Meu início, meio e fim
terça-feira, 23 de agosto de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
ACIDENTAL
Dentro de casa uma lagartixa de rua.
Não daquelas que sobem pelas paredes,
quase transparentes, faxineiras e ajudantes.
Não daquelas que se equilibram no teto
e passam longe do tato.
Esta - ligeira, faceira, arteira. De rua.
Altiva, atrevida, impossível de encarar.
Entra e sai debaixo da cama, vãos de sofás, frestas abertas, esconderijos encobertos, aqui e lá.
Corro atrás dela, não tenho medo. Asco não tenho.
Quero capturá-la com minhas próprias mãos.
Sentir na pele o regozijo de um predador.
Mas não sou tão ágil, nem tão pequena.
Minha natureza não me designa tamanha estripulia.
Ela foge de mim. Parece sorrir em seus olhos semicerrados.
De relance, vejo sua cauda – cortada.
Aliás, acho que não tem cauda.
Como será sua vida lá fora?
Foge de gato, toma sol no asfalto, alvo de brincadeiras infantis.
A cauda? Certamente perdida para algum estilingue ou pedra, maldade ou acidente.
Lembro-me de uma batida de carro, quase levou-me a vida e os movimentos há dez anos atrás. Fico com dó.
Dela e de mim.
Depois me recomponho.
Ela se recompõe melhor do que eu.
Sua cauda se regenera rapidamente - daqui a pouco cresce de novo, e garanto que já nem se lembra o que lhe aconteceu.
Já eu estou aqui, ainda traumatizada por um acidente que me levou algumas coisas.
A visitante oportuna corre para outro lado da casa.
Eu não corro mais atrás dela.
Agradeço-lhe a descoberta acidental.
Meu corpo pode até não se regenerar.
Minha alma é como cauda de lagartixa.
... ... ... ... ...
Esta poesia é antiga, tem mais de três anos. Mas outro dia li de novo e fiquei com vontade de postar novamente. Fiz quando o João levou uma lagartixa pra dentro de casa.
Não daquelas que sobem pelas paredes,
quase transparentes, faxineiras e ajudantes.
Não daquelas que se equilibram no teto
e passam longe do tato.
Esta - ligeira, faceira, arteira. De rua.
Altiva, atrevida, impossível de encarar.
Entra e sai debaixo da cama, vãos de sofás, frestas abertas, esconderijos encobertos, aqui e lá.
Corro atrás dela, não tenho medo. Asco não tenho.
Quero capturá-la com minhas próprias mãos.
Sentir na pele o regozijo de um predador.
Mas não sou tão ágil, nem tão pequena.
Minha natureza não me designa tamanha estripulia.
Ela foge de mim. Parece sorrir em seus olhos semicerrados.
De relance, vejo sua cauda – cortada.
Aliás, acho que não tem cauda.
Como será sua vida lá fora?
Foge de gato, toma sol no asfalto, alvo de brincadeiras infantis.
A cauda? Certamente perdida para algum estilingue ou pedra, maldade ou acidente.
Lembro-me de uma batida de carro, quase levou-me a vida e os movimentos há dez anos atrás. Fico com dó.
Dela e de mim.
Depois me recomponho.
Ela se recompõe melhor do que eu.
Sua cauda se regenera rapidamente - daqui a pouco cresce de novo, e garanto que já nem se lembra o que lhe aconteceu.
Já eu estou aqui, ainda traumatizada por um acidente que me levou algumas coisas.
A visitante oportuna corre para outro lado da casa.
Eu não corro mais atrás dela.
Agradeço-lhe a descoberta acidental.
Meu corpo pode até não se regenerar.
Minha alma é como cauda de lagartixa.
... ... ... ... ...
Esta poesia é antiga, tem mais de três anos. Mas outro dia li de novo e fiquei com vontade de postar novamente. Fiz quando o João levou uma lagartixa pra dentro de casa.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
DECLARAÇÃO
Existe dentro de mim
uma luz que brilha
quando eu te vejo
Existe dentro de mim
um fogo que acende
quando eu te beijo
uma luz que brilha
quando eu te vejo
Existe dentro de mim
um fogo que acende
quando eu te beijo
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
CONSUMAÇÃO
Vou te consumir até você ficar exausto
Até sumir qualquer rastro de dor, pavor, chaga, medo
inquietude
teor de misturas não identificadas
Mas já aviso:
não é claustro
É liberdade anunciada
Até sumir qualquer rastro de dor, pavor, chaga, medo
inquietude
teor de misturas não identificadas
Mas já aviso:
não é claustro
É liberdade anunciada
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
ANORMAL
Não me interessa o que é reto, resto,
certo, confesso.
Mas o que escapa do dia a dia fugidio.
As vicissitudes da vida.
Embora eu teime com meu tema atemático
matemático,
caleidoscópio ambulante que calcula a visão,
cópia caudalosa de meus cabelos ao vento,
foto impregnada de íntima memória.
A normalidade enfraquece o que está por vir,
e a poesia quer-se quente.
Jogo lenha na fogueira, mas não qualquer uma:
combustível fóssil, óleos que não viram tudo,
e, sobretudo, agora e sempre,
a pureza ainda não extraditada de seu estado virgem,
e o primitivismo não contaminado pela vontade da normalidade.
... ... ...
Meu filho ganhou um lindo caleidoscópio de Natal. Olhando ele brincar outro dia eu fiquei com vontade de postar essa poesia de novo...
certo, confesso.
Mas o que escapa do dia a dia fugidio.
As vicissitudes da vida.
Embora eu teime com meu tema atemático
matemático,
caleidoscópio ambulante que calcula a visão,
cópia caudalosa de meus cabelos ao vento,
foto impregnada de íntima memória.
A normalidade enfraquece o que está por vir,
e a poesia quer-se quente.
Jogo lenha na fogueira, mas não qualquer uma:
combustível fóssil, óleos que não viram tudo,
e, sobretudo, agora e sempre,
a pureza ainda não extraditada de seu estado virgem,
e o primitivismo não contaminado pela vontade da normalidade.
... ... ...
Meu filho ganhou um lindo caleidoscópio de Natal. Olhando ele brincar outro dia eu fiquei com vontade de postar essa poesia de novo...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
ONDE OS SONHOS DANÇAM
Onde doura a minha alma.
No lugar onde meu rosto cora.
Onde moram os meus segredos.
No espaço encantado dos meus brinquedos.
Onde descansa o meu gingado.
Onde meu balanço não cansa.
Na rua em que desfila minha alegoria.
Na alegria descoberta recém-acordada.
Onde meus olhos brilham.
No frescor renovado da epiderme.
No pulsar que pulula quase para.
Onde meu coração dispara.
No viés do perfume que de mim exala.
Na conexão configurada eterna.
Onde se sacia a fome.
Onde o apetite não passa.
No azul profundo que não desbota.
Na borda recheada de multisabores.
No infinito que não tem fim.
Na paz que se restaurou em mim.
Onde eu ainda nem sei nomear.
Onde os sonhos dançam.
É ali.
É este o seu lugar.
No lugar onde meu rosto cora.
Onde moram os meus segredos.
No espaço encantado dos meus brinquedos.
Onde descansa o meu gingado.
Onde meu balanço não cansa.
Na rua em que desfila minha alegoria.
Na alegria descoberta recém-acordada.
Onde meus olhos brilham.
No frescor renovado da epiderme.
No pulsar que pulula quase para.
Onde meu coração dispara.
No viés do perfume que de mim exala.
Na conexão configurada eterna.
Onde se sacia a fome.
Onde o apetite não passa.
No azul profundo que não desbota.
Na borda recheada de multisabores.
No infinito que não tem fim.
Na paz que se restaurou em mim.
Onde eu ainda nem sei nomear.
Onde os sonhos dançam.
É ali.
É este o seu lugar.
PRESSÁGIO
Muitas vezes tenho saudade.
Saudade do que não vivi.
Saudade do que eu ainda nem vi.
Saudade do que sei que será.
Saudade do que não vivi.
Saudade do que eu ainda nem vi.
Saudade do que sei que será.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
NÓS
É você e eu
É você e sou eu
É você em mim
Sou eu em você
Em você sou eu
Sou eu e sou você
Somos nós em mim
É você sou eu em mim
Em mim é você
É você e sou eu
Somos nós em um
Somos você e eu
Somos dois em nós
Somos nós você e eu
Em você somos eu
Somos você em mim
Somos nós em você
Somos eu e você em nós
Em nós somos um
É você sou eu sou nós
Em mim sou você
Sou você sou eu
Somos nós você e eu
E ninguém desata esse nós de afins
É você e sou eu
É você em mim
Sou eu em você
Em você sou eu
Sou eu e sou você
Somos nós em mim
É você sou eu em mim
Em mim é você
É você e sou eu
Somos nós em um
Somos você e eu
Somos dois em nós
Somos nós você e eu
Em você somos eu
Somos você em mim
Somos nós em você
Somos eu e você em nós
Em nós somos um
É você sou eu sou nós
Em mim sou você
Sou você sou eu
Somos nós você e eu
E ninguém desata esse nós de afins
terça-feira, 11 de agosto de 2009
AQUARELÁVEL
Tira o batom da minha boca
Muda o tom da minha face
Cora minha pele
Testa todas as variações
Rubro vermelho fogo furto paixão
Inventa uma combinação arranjada
Combina seu jeito com o meu
Apimenta uma cor extra de sal
Decora meu corpo inteiro
De mimos, adereços, segredos
Faz de mim seu endereço
Na morada nova um ateliê seu
Experimenta sua arte em mim
A tela em branco sou eu
Muda o tom da minha face
Cora minha pele
Testa todas as variações
Rubro vermelho fogo furto paixão
Inventa uma combinação arranjada
Combina seu jeito com o meu
Apimenta uma cor extra de sal
Decora meu corpo inteiro
De mimos, adereços, segredos
Faz de mim seu endereço
Na morada nova um ateliê seu
Experimenta sua arte em mim
A tela em branco sou eu
terça-feira, 14 de julho de 2009
VÃO
Pelo vão encoberto de sua aura
é possível perceber
o que se passa por fora do campo
imagético de sua visão.
Sentimentos loucos, devaneios muitos,
arestas cortadas que se querem inteiras.
Deixe entrar o que lhe basta.
O que espoca em seu coração.
O que causa furor na alma
e arrepios na auréola.
O que lhe escapa não lhe serve.
Deixe-se ir.
Pelo sim,
pelo não,
existem os que ficam,
e os que se vão.
...
esse blog não é um diário virtual, as poesias que posto aqui, nem sempre têm a ver com o meu estado de espírito. aliás, na maioria das vezes, não têm.
mas essa aqui estava martelando na minha cabeça desde ontem, então vale a repetição (ela já foi publicada há um tempo atrás).
é possível perceber
o que se passa por fora do campo
imagético de sua visão.
Sentimentos loucos, devaneios muitos,
arestas cortadas que se querem inteiras.
Deixe entrar o que lhe basta.
O que espoca em seu coração.
O que causa furor na alma
e arrepios na auréola.
O que lhe escapa não lhe serve.
Deixe-se ir.
Pelo sim,
pelo não,
existem os que ficam,
e os que se vão.
...
esse blog não é um diário virtual, as poesias que posto aqui, nem sempre têm a ver com o meu estado de espírito. aliás, na maioria das vezes, não têm.
mas essa aqui estava martelando na minha cabeça desde ontem, então vale a repetição (ela já foi publicada há um tempo atrás).
sexta-feira, 3 de julho de 2009
LUGAR QUALQUER
Na
veia
ainda
pulsa
como antes
adormecido outrora apenas
No
seio
ainda
pesam
disparates
envaidecidos embora menos
No
leito
ainda
futuro espera
aonde
aqui
ali
tanto faz
Você já veio.
Agora eu vou.
veia
ainda
pulsa
como antes
adormecido outrora apenas
No
seio
ainda
pesam
disparates
envaidecidos embora menos
No
leito
ainda
futuro espera
aonde
aqui
ali
tanto faz
Você já veio.
Agora eu vou.
ENTÃO
então estamos entregues
entoando inebriados enigmas
enaltecedores embriagados
em entrelugares entediantes
então encurtamos espaços
endiabrando enlaces embolorados
encolhe-dores esfuziantes
em encobertas entrelinhas
então encaixamos enxadas
esperando encontrar entrudo
entanto entrecortamos entulho
entusiásticos entrantes em tantos
então enveredamos em entrevero
embaralhados esbregues
enunciando entalhes entocados
entremetidos em engodo
então engrandecemos enxurro
enganando engenharias engorduradas
entardece enquanto entrevemos
entrepostos enlameados esbarram
em tão prontos estamos
para sermos tanto em tudo
entoando inebriados enigmas
enaltecedores embriagados
em entrelugares entediantes
então encurtamos espaços
endiabrando enlaces embolorados
encolhe-dores esfuziantes
em encobertas entrelinhas
então encaixamos enxadas
esperando encontrar entrudo
entanto entrecortamos entulho
entusiásticos entrantes em tantos
então enveredamos em entrevero
embaralhados esbregues
enunciando entalhes entocados
entremetidos em engodo
então engrandecemos enxurro
enganando engenharias engorduradas
entardece enquanto entrevemos
entrepostos enlameados esbarram
em tão prontos estamos
para sermos tanto em tudo
quarta-feira, 3 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
...
quero a leveza
quero o doce na boca
cosquinha na alma e brilho incontido
quero a pureza do primeiro encontro
sorriso nos olhos e novidade exalando no andar
quero peito aberto
apostar no incerto e viver tudo aquilo que ainda
não sei se já vi
quero etecéteras
porque daqui a pouco,
eu sei,
você vai estar aqui
quero o doce na boca
cosquinha na alma e brilho incontido
quero a pureza do primeiro encontro
sorriso nos olhos e novidade exalando no andar
quero peito aberto
apostar no incerto e viver tudo aquilo que ainda
não sei se já vi
quero etecéteras
porque daqui a pouco,
eu sei,
você vai estar aqui
sábado, 23 de maio de 2009
FOI-SE
Foi forte e relevante
Foi difuso e inconstante
Foi tudo, tanto, todo a todo instante
No que começou se perdeu
O que atraiu repulsou
Encontro e desencontro em
tempo real dissonante
E agora?
Viver isso em nome de quem?
Buscar mais em razão de quê?
Dores não sinto, nem quero
Cores eu vejo, não minto
Mas coisas, não mais pressinto
Nem é tudo tão azul quanto
era antigamente
O que der e vier
Se vier se preciso for
Talvez não venha
e se contente
no que já deixou de
ser
sem nunca ter realmente
(s) ido.
Foi difuso e inconstante
Foi tudo, tanto, todo a todo instante
No que começou se perdeu
O que atraiu repulsou
Encontro e desencontro em
tempo real dissonante
E agora?
Viver isso em nome de quem?
Buscar mais em razão de quê?
Dores não sinto, nem quero
Cores eu vejo, não minto
Mas coisas, não mais pressinto
Nem é tudo tão azul quanto
era antigamente
O que der e vier
Se vier se preciso for
Talvez não venha
e se contente
no que já deixou de
ser
sem nunca ter realmente
(s) ido.
domingo, 26 de abril de 2009
RESSURREIÇÃO
pronto. agora estou em paz.
meus fantasmas não me assombram mais.
o que passou ficou para trás.
meus fantasmas não me assombram mais.
o que passou ficou para trás.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
PENETRAÇÃO
Adentro nas entranhas da linguagem.
Aqui dentro é território quente e úmido
vermelho fogo furto paixão.
Entrar e sair não dá.
Entrego-me total
em recônditos plurívocos.
Desprendo-me do medo
dominante cintilante,
lá fora fica com discursos
gastos pelo uso.
Combinações de arranjos
e signos inextricáveis
perfilam e engendram minha alma mucosa e desavergonhada.
Nada ensaiado. Pré-concebido, nada.
Descobertas me vêm em chofre e em choque
culminam no cheque-mate:
efervescências de relâmpagos verbais
engravidam o papel em branco
num gozo supremo do inútil.
Forma única de eternização da vida/arte.
Aqui dentro é território quente e úmido
vermelho fogo furto paixão.
Entrar e sair não dá.
Entrego-me total
em recônditos plurívocos.
Desprendo-me do medo
dominante cintilante,
lá fora fica com discursos
gastos pelo uso.
Combinações de arranjos
e signos inextricáveis
perfilam e engendram minha alma mucosa e desavergonhada.
Nada ensaiado. Pré-concebido, nada.
Descobertas me vêm em chofre e em choque
culminam no cheque-mate:
efervescências de relâmpagos verbais
engravidam o papel em branco
num gozo supremo do inútil.
Forma única de eternização da vida/arte.
terça-feira, 14 de abril de 2009
ODE
Liberdade enche o peito de luzes e delírio
como um rosto corado de vontade
Felicidade pinta o céu de azul e laranja
como um gosto apertado de saudade
Amizade cobre os braços de aconchego e surpresa
como um gesto inesperado em fim de tarde
como um rosto corado de vontade
Felicidade pinta o céu de azul e laranja
como um gosto apertado de saudade
Amizade cobre os braços de aconchego e surpresa
como um gesto inesperado em fim de tarde
sexta-feira, 3 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Lançamento Cadernos de Dramaturgia

Na quarta feira, dia 18, serão lançados os Cadernos de Dramaturgia do Galpão Cine Horto, com os textos de todos os oficiniões e ensaios sobre o processo criativo dos mesmos. Eu assino um dos ensaios, do espetáculo "Por toda a minha vida", do qual fui uma das dramaturgas. Para fazer o ensaio tive que voltar ao universo melodramático e reviver um pouco o processo de criação do espetáculo, que foi colaborativo. E me lembrei daqueles anos de convivência no núcleo de dramaturgia do Grupo Galpão. Dias de discussões, estudos e criações riquíssimas. Me deu saudades daquela época e alegria por saber que vou encontrar todo mundo (senão todos pelo menos uma grande parte) no dia 18.
E vocês, meus queridos, também são meus convidados. :)
terça-feira, 10 de março de 2009
SENTIMENTAL
Que tal ser tanto
e se sentir inteiro
Que tal ser muito
e se sentir total
Tal qual na sede
se entregar inteiro
à chuva fria
e nada acidental
Tão grande quanto
as flores de um cheiro
Tão fino quanto
o fio de um punhal
Quão raro o caro
gosto de um seio
Qual alimento
ou sustento carnal
Tal qual em vários
se partir ao meio
Sentir na pele
todo o bem e mal
Quão certo o canto
vindo de outros cantos
Pinçar na música
o sabor do sinal
Tal qual na testa
dizer a que veio
Soltar da alma
odores de sal
Qual claro a luz
de olhar estrangeiro
Enxergar cenários
por trás d’umbral
Quão forte o ato
de pedir arreio
Abrir-se aos mundos
Se doar total
Que tal ser meu
e se sentir completo?
Que tal em mim
sentir o tão e o tao?
Amor, não mente
o que existe entre a gente.
Se você arrepia comigo, que tal?
e se sentir inteiro
Que tal ser muito
e se sentir total
Tal qual na sede
se entregar inteiro
à chuva fria
e nada acidental
Tão grande quanto
as flores de um cheiro
Tão fino quanto
o fio de um punhal
Quão raro o caro
gosto de um seio
Qual alimento
ou sustento carnal
Tal qual em vários
se partir ao meio
Sentir na pele
todo o bem e mal
Quão certo o canto
vindo de outros cantos
Pinçar na música
o sabor do sinal
Tal qual na testa
dizer a que veio
Soltar da alma
odores de sal
Qual claro a luz
de olhar estrangeiro
Enxergar cenários
por trás d’umbral
Quão forte o ato
de pedir arreio
Abrir-se aos mundos
Se doar total
Que tal ser meu
e se sentir completo?
Que tal em mim
sentir o tão e o tao?
Amor, não mente
o que existe entre a gente.
Se você arrepia comigo, que tal?
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